Araraquara cresceu sobre os espessos mantos de arenito da Formação Botucatu. A cidade respira história ferroviária e agrícola, mas o subsolo conta uma narrativa bem menos conhecida. O solo residual areno-siltoso, típico da região central paulista, reage de forma imprevisível à umidade. Quem constrói aqui sabe. Uma análise simplificada de capacidade de carga pode ignorar camadas colapsíveis a menos de dois metros de profundidade. Por isso, o projeto de fundações superficiais exige campanha de investigação rigorosa. Antes de definir a geometria da sapata, executamos sondagens SPT para mapear a estratigrafia real e identificar lentes de silte que comprometem o recalque admissível. A norma ABNT NBR 6122:2019 orienta, mas a experiência local define os fatores de segurança adequados a cada bairro, da região central à Vila Xavier.
O solo colapsível de Araraquara perde resistência com a saturação. A prova de carga direta elimina a incerteza do modelo teórico.
