Araraquara está a 664 metros de altitude, sobre os arenitos da Formação Botucatu e os basaltos da Serra Geral. Essa transição geológica, típica do interior paulista, gera solos com comportamento muito variável em poucos metros. Quando o projeto exige fundações seguras ou cortes estáveis, o estudo de mecânica dos solos deixa de ser uma etapa burocrática e passa a ser a base de toda decisão técnica. Na nossa rotina de laboratório, vemos perfis que mudam de areia fina siltosa para silte argiloso laterítico sem aviso prévio, e só uma campanha bem planejada, com sondagens SPT em malha adequada, revela essas transições antes da escavação. Trabalhamos com a ABNT NBR 6484:2020 para reconhecimento e a NBR 6122:2019 para projeto de fundações, e cada amostra que chega ao laboratório é preparada como se fosse a única que importa.
Em Araraquara, a transição entre arenito e basalto cria perfis de solo que desafiam qualquer generalização geotécnica.
