Araraquara cresceu sobre os espessos mantos de alteração da Formação Serra Geral, e quem trabalha com construção civil aqui sabe: a homogeneidade aparente do solo esconde um comportamento colapsível que castiga fundações rasas mal dimensionadas. O projeto de radier surge como resposta técnica madura para terrenos onde a variabilidade da sucção matricial pode transformar uma sapata corrida em fonte de patologias. A cidade, com seus mais de 240 mil habitantes e um parque industrial diversificado, exige soluções de fundação que aliem rapidez executiva a controle de recalques diferenciais, especialmente nos bairros que avançam sobre a zona de transição entre os basaltos e os arenitos da Bacia do Paraná.
O dimensionamento de uma placa rígida sobre o solo não é simples laje de concreto: envolve a interação solo-estrutura, o módulo de reação do terreno e a previsão de momentos fletores que exigem campanhas de investigação compatíveis. Para caracterizar a resistência do substrato antes da concretagem, correlacionamos o projeto de radier com dados de sondagens SPT executadas em malha reduzida, garantindo que a tensão admissível adotada reflita as camadas reais do subsolo.
Em solos colapsíveis como os de Araraquara, o radier transforma recalque localizado em deformação compatível com a estrutura.
