Um erro que ainda vemos em obras de Araraquara é tratar uma escavação com mais de 4 metros como se fosse uma vala comum, ignorando o comportamento do solo residual de diabásio que predomina na região central. A conta chega caro: desplacamentos, recalques em vizinhos e paralisação da obra. O projeto geotécnico de escavações profundas resolve essa equação antes da primeira caçamba sair do terreno. Nossa equipe de laboratório cruza dados de sondagens SPT com ensaios de resistência para definir contenções que funcionam no clima da Morada do Sol, onde a estação chuvosa entre outubro e março altera drasticamente as pressões no maciço. Para perfis com camadas de arenito fraturado do Grupo Bauru, que ocorrem em bairros como o Jardim das Estações, a análise de estabilidade precisa ir além do óbvio — e é aí que entra a experiência local de quem já perfurou mais de uma centena de pontos na cidade.
O solo residual de diabásio de Araraquara tem comportamento bimodal: estável em seco, mas perde sucção rapidamente na estação chuvosa, exigindo parâmetros de projeto conservadores.
