O solo avermelhado de Araraquara, típico do planalto ocidental paulista, guarda uma característica que escapa aos olhos menos atentos: sob a crosta laterítica firme, os horizontes de solo superficial podem apresentar variações bruscas de suporte quando expostos à infiltração das chuvas concentradas de verão. É essa dualidade que torna o projeto de pavimento flexível uma etapa de engenharia que vai muito além da simples escolha de espessuras de CBUQ. A equipe técnica do laboratório cruza dados de granulometria por peneiramento com ensaios de compactação Proctor para entender como a fração argilosa do solo local reage aos ciclos de umedecimento e secagem, definindo camadas de reforço que realmente funcionem sob o tráfego pesado no eixo da Washington Luís. Quando o subleito é heterogêneo, complementamos a investigação com o ensaio triaxial para obter parâmetros de resistência ao cisalhamento em condições saturadas, evitando surpresas na primeira temporada de águas.
O segredo do pavimento flexível no interior paulista não está apenas no CAP 50/70, mas na leitura correta da resiliência do solo laterítico sob cargas repetidas.
