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Projeto de Pavimento Flexível em Araraquara: Desempenho Sob o Solo Laterítico Regional

Confiança técnica baseada em dados.

SAIBA MAIS

O solo avermelhado de Araraquara, típico do planalto ocidental paulista, guarda uma característica que escapa aos olhos menos atentos: sob a crosta laterítica firme, os horizontes de solo superficial podem apresentar variações bruscas de suporte quando expostos à infiltração das chuvas concentradas de verão. É essa dualidade que torna o projeto de pavimento flexível uma etapa de engenharia que vai muito além da simples escolha de espessuras de CBUQ. A equipe técnica do laboratório cruza dados de granulometria por peneiramento com ensaios de compactação Proctor para entender como a fração argilosa do solo local reage aos ciclos de umedecimento e secagem, definindo camadas de reforço que realmente funcionem sob o tráfego pesado no eixo da Washington Luís. Quando o subleito é heterogêneo, complementamos a investigação com o ensaio triaxial para obter parâmetros de resistência ao cisalhamento em condições saturadas, evitando surpresas na primeira temporada de águas.

O segredo do pavimento flexível no interior paulista não está apenas no CAP 50/70, mas na leitura correta da resiliência do solo laterítico sob cargas repetidas.

Nossas áreas de serviço

Abordagem e escopo

A expansão urbana de Araraquara nas últimas décadas, impulsionada pelos setores sucroalcooleiro e de logística, resultou em loteamentos sobre solos residuais de basalto com diferentes graus de laterização. Um projeto de pavimento flexível dimensionado sem reconhecer essa variabilidade frequentemente apresenta trincas por fadiga precoce ou afundamentos nas trilhas de roda antes de atingir metade da vida útil projetada. Nossa metodologia parte da caracterização completa do subleito com o ensaio CBR de campo e laboratório, correlacionando o índice de suporte com o módulo de resiliência obtido nos ciclos de carga repetida, seguindo os critérios da ABNT NBR 16825:2020 para retroanálise de bacias deflectométricas. A definição da espessura das camadas de base e sub-base considera ainda a disponibilidade local de brita graduada simples e o reaproveitamento de solo laterítico estabilizado granulometricamente, reduzindo custos de transporte sem comprometer a capacidade estrutural do pavimento.
Projeto de Pavimento Flexível em Araraquara: Desempenho Sob o Solo Laterítico Regional
Imagem técnica — Araraquara

Considerações locais

Uma obra de pavimentação na Vila Xavier enfrentou recalques diferenciais severos porque o projeto original desconsiderou uma lente de solo siltoso não laterizado a 60 cm de profundidade, saturada por uma rede de drenagem antiga. Com apenas oito meses de operação, o revestimento apresentou panelas e escorregamento da capa asfáltica nos trechos de frenagem. O reparo custou mais do que a pavimentação inicial. Para evitar esse cenário, o dimensionamento do pavimento flexível que executamos inclui a verificação da drenagem profunda por colchão drenante quando o lençol freático está a menos de 1,5 m da cota de terraplenagem, além da especificação de geotêxtil não tecido como elemento de separação entre subleito fino e base granular. Em Araraquara, onde a declividade suave esconde bacias de acumulação, a engenharia de detalhe faz a diferença entre um pavimento que dura 10 anos e outro que não chega a 3.

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Normas de referência

ABNT NBR 7207:2021 – Terminologia e classificação de pavimentos, DNIT 149/2016 – Pavimentação asfáltica: especificação de serviço, ABNT NBR 16825:2020 – Pavimentos flexíveis: avaliação estrutural por deflectometria

Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Número de solicitações do eixo padrão (N)5×10⁶ a 5×10⁷ (vias arteriais)
Deflexão máxima admissível (Dmáx)40 a 80 × 10⁻² mm (conforme N)
Módulo de resiliência do subleito≥ 80 MPa (solos lateríticos típicos)
CBR mínimo da camada final de terraplenagem≥ 6% (expansão ≤ 2%)
Temperatura de compactação do CBUQ140°C a 155°C (faixa C, CAP 50/70)
Volume de vazios na mistura asfáltica3% a 5% (camada de rolamento)
Norma de dimensionamento estruturalABNT NBR 7207 / DNIT 149/2016

Perguntas comuns

Qual o custo médio de um projeto de pavimento flexível em Araraquara?

O investimento em projeto de pavimento flexível em Araraquara varia conforme a extensão e a classe da via. Para vias urbanas de médio tráfego, o projeto completo de dimensionamento estrutural fica entre R$3.840 e R$12.150, incluindo ensaios de subleito, dosagem da mistura asfáltica e memorial descritivo executivo.

Qual a diferença entre o método do DNER e o dimensionamento mecanístico?

O método tradicional do DNER se baseia no CBR e em ábacos empíricos para definir espessuras. O dimensionamento mecanístico, que utilizamos, calcula as tensões e deformações reais em cada camada, permitindo prever a evolução dos defeitos como trincamento por fadiga e afundamento nas trilhas de roda ao longo da vida útil.

Em quanto tempo o projeto fica pronto após a coleta de campo?

Após a execução dos furos de sondagem e coleta de amostras deformadas e indeformadas, o prazo típico de entrega do projeto executivo de pavimento flexível é de 15 a 20 dias úteis, contando o tempo de cura dos corpos de prova e a modelagem computacional.

O solo laterítico de Araraquara é bom para pavimentação?

Sim, quando bem caracterizado. O solo laterítico de Araraquara possui comportamento laterítico laterizado com alta capacidade de suporte após compactação. No entanto, sua sensibilidade à água exige controle rigoroso de umidade na execução e proteção superficial com imprimação imediata para manter o desempenho projetado.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Araraquara e arredores. Mais info.

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