Um conjunto de quatro eletrodos cravados no solo, conectados a um resistivímetro de alta precisão, é a configuração de campo que utilizamos para percorrer os terrenos de Araraquara. O equipamento injeta corrente contínua no subsolo e mede a diferença de potencial resultante, revelando como as camadas geológicas respondem à passagem de eletricidade. Nos bairros que avançam sobre a Formação Botucatu e a Formação Serra Geral, a técnica de Sondagem Elétrica Vertical (SEV) permite distinguir os arenitos saturados das soleiras de basalto em profundidade, uma informação crítica antes de definir fundações ou dimensionar sistemas de drenagem. Em uma cidade cuja malha urbana se expande a sudoeste sobre solos residuais de arenito, o contraste resistivo entre material seco e úmido orienta o risco de recalque diferencial com uma clareza que outros métodos indiretos não alcançam. Acompanhamos o arranjo Schlumberger por ser o mais sensível a variações verticais, e os dados são processados com software de inversão que gera modelos geoelétricos compatíveis com as exigências da ABNT NBR 15935 para investigações geofísicas.
A curva de resistividade aparente em Araraquara frequentemente revela um contraste de 3:1 entre arenito seco e saturado, definindo com precisão a cota do lençol freático antes de qualquer escavação.
