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Resistividade Elétrica e SEV em Araraquara: Mapeamento Geofísico do Subsolo

Confiança técnica baseada em dados.

SAIBA MAIS

Um conjunto de quatro eletrodos cravados no solo, conectados a um resistivímetro de alta precisão, é a configuração de campo que utilizamos para percorrer os terrenos de Araraquara. O equipamento injeta corrente contínua no subsolo e mede a diferença de potencial resultante, revelando como as camadas geológicas respondem à passagem de eletricidade. Nos bairros que avançam sobre a Formação Botucatu e a Formação Serra Geral, a técnica de Sondagem Elétrica Vertical (SEV) permite distinguir os arenitos saturados das soleiras de basalto em profundidade, uma informação crítica antes de definir fundações ou dimensionar sistemas de drenagem. Em uma cidade cuja malha urbana se expande a sudoeste sobre solos residuais de arenito, o contraste resistivo entre material seco e úmido orienta o risco de recalque diferencial com uma clareza que outros métodos indiretos não alcançam. Acompanhamos o arranjo Schlumberger por ser o mais sensível a variações verticais, e os dados são processados com software de inversão que gera modelos geoelétricos compatíveis com as exigências da ABNT NBR 15935 para investigações geofísicas.

A curva de resistividade aparente em Araraquara frequentemente revela um contraste de 3:1 entre arenito seco e saturado, definindo com precisão a cota do lençol freático antes de qualquer escavação.

Nossas áreas de serviço

Abordagem e escopo

O desenvolvimento urbano de Araraquara acelerou a partir da década de 1970 com a expansão da indústria sucroalcooleira e a chegada de novos loteamentos sobre a Bacia do Paraná. Essa ocupação pressionou áreas de transição entre os arenitos eólicos da Formação Botucatu e os diques de diabásio, onde a alternância de materiais de alta e baixa resistividade cria cenários geotécnicos complexos. O que mais observamos nessa região é a presença de lentes argilosas interdigitadas nos arenitos, que funcionam como barreiras hidráulicas locais e exigem um imageamento que o ensaio CPT não consegue fornecer sozinho, pois a resistividade identifica contrastes litológicos que a resistência de ponta pode mascarar. O método SEV com abertura de eletrodos progressiva — chegando a AB/2 de 150 metros em campanhas profundas — constrói uma curva de resistividade aparente que, após inversão, entrega um perfil com espessuras e valores ôhmicos de cada horizonte. Empreendimentos no Parque São Paulo e no Jardim Botânico já utilizaram essa abordagem para posicionar corretamente cortinas de estacas-prancha e evitar surpresas com bolsões de basalto fraturado que atuam como aquíferos suspensos.
Resistividade Elétrica e SEV em Araraquara: Mapeamento Geofísico do Subsolo
Imagem técnica — Araraquara

Considerações locais

A ABNT NBR 15935:2011 estabelece os procedimentos para aquisição e processamento de dados geofísicos, e em Araraquara sua aplicação é reforçada pela heterogeneidade do pacote sedimentar. O risco mais subestimado está nos corpos de diabásio intemperizado que se intercalam com os arenitos: sua resistividade intermediária pode ser confundida com argilito saturado se a inversão não for calibrada com furos de sondagem de referência. Outro ponto crítico é a presença de plumas contaminantes oriundas de postos de combustível desativados ao longo da Via Expressa e da Avenida Bento de Abreu, onde hidrocarbonetos reduzem drasticamente a resistividade da zona não saturada. Ignorar um imageamento geoelétrico prévio em áreas de antigas indústrias químicas significa avançar às cegas sobre passivos ambientais que podem inviabilizar a obra ou gerar autuações da CETESB. A sazonalidade também importa: campanhas executadas no fim da estiagem (agosto-setembro) fornecem contrastes mais nítidos do que aquelas realizadas em fevereiro, quando os arenitos superficiais estão quase homogeneamente úmidos.

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Normas de referência

ABNT NBR 15935:2011 — Investigações geofísicas de superfície — Procedimentos, ABNT NBR 7117-1:2020 — Medição de resistividade elétrica e polarização induzida — Parte 1: Técnicas e procedimentos, ABNT NBR 6484:2020 — Sondagens de simples reconhecimento com SPT — Método de ensaio (para calibração de furos de referência), ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações (para correlação indireta de parâmetros)

Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Arranjo eletródico padrãoSchlumberger (simétrico)
Abertura máxima AB/2Até 200 m (função do espaço disponível e profundidade-alvo)
Profundidade de investigação típicaAB/4 a AB/3 (30 a 60 m em campanhas urbanas)
Ciclos de leitura por estaçãoMínimo 3, com desvio padrão < 2%
Equipamento utilizadoResistivímetro com saída de até 400 W, acoplado a GPS diferencial
Software de inversãoRES2DINV / EarthImager 1D (modelos de camadas plano-paralelas)
Norma de referênciaABNT NBR 15935:2011 (Investigações geofísicas de superfície)
Produto entreguePerfil geoelétrico 1D com tabela de resistividades, espessuras e interpretação geológica

Perguntas comuns

Qual a profundidade máxima que uma SEV consegue investigar em Araraquara?

Em terrenos urbanos de Araraquara, onde o espaço para abertura dos eletrodos é limitado por construções e vias, trabalhamos com aberturas AB/2 de até 200 metros, o que se traduz em profundidades de investigação entre 50 e 70 metros, dependendo da estratigrafia. Em áreas rurais ou glebas sem obstáculos, é possível estender o arranjo e ultrapassar os 100 metros de alcance vertical. O fator limitante não é o equipamento, e sim a disponibilidade de uma linha reta livre de interferências como cercas metálicas, tubulações e redes de alta tensão, que introduzem ruído nas leituras.

Quanto custa uma campanha de resistividade elétrica na região de Araraquara?

Uma campanha típica com 5 a 8 pontos de SEV e um perfil de caminhamento 2D curto fica na faixa de R$1.450 a R$2.790, valor que varia conforme a quantidade de estações, a abertura máxima dos eletrodos e a necessidade de topografia de apoio. Campanhas que incluem uma sondagem SPT de referência para calibração têm custo adicional proporcional à profundidade do furo. O orçamento final sempre considera a mobilização da equipe a partir da base regional e o processamento dos dados com software licenciado de inversão.

A SEV consegue diferenciar arenito seco de arenito saturado no subsolo de Araraquara?

Sim, e esse é justamente o contraste mais explorado na região. O arenito da Formação Botucatu, quando seco, apresenta resistividades acima de 500 ohm.m, enquanto o mesmo arenito saturado cai para valores entre 50 e 150 ohm.m. Essa diferença de uma ordem de grandeza permite mapear a cota do lençol freático com boa precisão, inclusive identificando oscilações sazonais quando repetimos a campanha em períodos secos e chuvosos. O basalto da Formação Serra Geral, por sua vez, mostra resistividades ainda mais baixas (10 a 80 ohm.m) quando fraturado e preenchido por água, contrastando fortemente com o pacote sedimentar sobrejacente.

Localização e área de serviço

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