O dimensionamento de um sistema de isolamento sísmico de base começa com a modelagem dos isoladores elastoméricos com núcleo de chumbo (LRB) ou dos dispositivos de pêndulo de fricção (FPS), cuja resposta histerética é calibrada para o espectro de projeto de Araraquara. Apesar da sismicidade intraplaca moderada do interior paulista, a cidade está sobre os basaltos da Formação Serra Geral, onde contrastes de impedância com os arenitos Botucatu subjacentes podem amplificar ondas sísmicas em frequências que afetam edifícios de múltiplos pavimentos — um fenômeno documentado em estudos recentes da USP São Carlos. O isolamento desacopla a superestrutura do movimento do solo, alongando o período fundamental para fora da faixa de amplificação local e concentrando a dissipação de energia nos isoladores. Em projetos no centro expandido de Araraquara, onde o perfil de solo inclui lentes de solo laterítico sobre rocha sã, complementamos a análise com o ensaio CPT para mapear a variabilidade vertical da rigidez antes da definição do nível de engastamento dos isoladores.
O isolamento sísmico de base não elimina a aceleração — ele a redistribui no tempo, alongando o período da estrutura para longe da faixa de amplificação do solo de Araraquara.
